terça-feira, 10 de fevereiro de 2015
Sobre guerras e vôlei.
Um avião caiu e disseram que nele haviam 100 pesquisadores da cura pra AIDS. Os jornalistas falaram de terrorismo. Um pessoal de Israel começou a bombardear a faixa de Gaza, dando continuidade àquela guerra, a que todo mundo já conhece, que vitima crianças, mulheres e homens inocentes. Enquanto isso, minha mãe assiste à final do mundial de vôlei, pedindo a Deus que o Brasil ganhe dos EUA. A falta de opinião formada sobre alguns assuntos polêmicos e o que minha progenitora chama de “pouca fé” me fazem pensar um cado sobre essa energia divina com visão aérea do mundo, colecionadora de fiéis e críticas. Será mesmo que Deus vai tirar seu foco poderoso das preces das crianças, da guerra, da fome, da corrupção, da negligência, da pobreza e dos outros clichês no quesito desgraça, simplesmente pra jogar umas bênçãos sobre o Bernardinho, Bruninho, ou qualquer outro cara que passa fome 0, medo 0, guerra 0 e desgraça 0? Não que eles não mereçam. Eles se esforçam muito. Só foram um exemplo que eu tirei pra Cristo. Também não acho que foi interessante ter mencionado Cristo de novo, mas enfim, a questão não é essa. A questão é que não consigo imaginar uma luz bondosa e livre de pecados que escolhe perder seu tempo com uma partida de vôlei na Itália e não com uma Guerra no Oriente Médio. Religião me deixa confusa. Deixa todo mundo confuso. Principalmente aqueles homens que pensam estar fazendo a coisa certa em matar milhares por sua terra sagrada. A religião os deixa bem confusos também. Eu não sei se Deus existe, mas eu quero muito. Quero muito que ele exista e tanto quanto isso, quero que a guerra acabe. As guerras, na verdade. Nesse meio tempo vou tentar mudar minha oração. Porque a guerra continua. E o Brasil perdeu de 3 sets a 1.
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